Redes Sociais e Alerta Médico sobre Riscos à Saúde Mental
- Time do TheWebGuardian
- 12 de nov. de 2024
- 3 min de leitura

O que está Acontecendo?
De acordo com uma pesquisa conduzida pela Psicóloga Jean Twenge da San Diego State University, houve um declínio significativo na saúde mental de crianças e adolescentes a partir de 2012.
É sabido que a exposição e ampla adoção dos smartphones e das plataformas de redes sociais – como Instagram e Tik Tok, teve início nessa época.
Ciente do impacto negativo dessas mídias, o Médico-Geral (Surgeon General) dos E.U.A. - Vivek Murthy, divulgou em Maio de 2023 um comunicado de alerta.
Advertência se Faz Necessária
Murthy chama a atenção para o “risco profundo de dano” que o uso dessas plataformas está trazendo (e trará) a esta e às futuras gerações.
Já em ampla divulgação, ele propõe o uso de um rótulo de advertência com seu selo, informando que o Médico-Chefe dos E.U.A. considera prejudicial a exposição de crianças e teens a essas mídias.
Essa idéia seria uma medida inicial de combate aos danos impostos pelo consumo desenfreado de conteúdo digital, e como incentivo e apoio aos pais.
Auto-Agressão e Tentativas de Suícidio
Dentre a população adolescente, são as meninas que têm se imposto mais auto-lesões e propensão ao suicídio, não só nos E.U.A., mas também na Europa e no Brasil.
Nos E.U.A, entre 2019 e 2021, as tentativas de suicídio entre jovens aumentou em 31%. No Brasil, o aumento foi de 6% entre 2011 e 2022. As auto-agressões aumentaram quase 30%, só aqui…
Maléficios Comprovados pelos Estudos
A pesquisa da Dra. Twenge e os apontamentos do Psicólogo Dr. Jonathan Haidt (Prof. da Universidade de Nova York) destacam alguns dos riscos do uso excessivo das mídias digitais:
Declínio significativo da saúde mental
Aumento dos casos de depressão e ansiedade
Conflitos relacionados à sensação de solidão e isolamento
Crescente dependência emocional/psicológica ao mundo digital
Redução na qualidade do sono
Diminuição do sentimento de auto-estima
Degeneração da auto-imagem
Crescente depreciação do convívio e das habilidades sociais
Diminuição da interação presencial
Quanto Maior o Uso, Pior o Resultado
Dr Haidt é autor do livro “A Geração Ansiosa”. Segundo ele:
“As mídias intensificam a comparação social e a ideia de inadequação entre os mais jovens, que contrastam sua vida “comum” com a exuberância irreal das experiências divulgadas nas redes.”
A sabedoria oriental nos diz que o equilíbrio – dosar o Yin e o Yang, ou seja “nem tanto ao mar, nem tanto à terra” é o caminho para a verdadeira felicidade e a paz interior.
Mas o dia-a-dia também nos ensina o mesmo: o exagero traz consequências ruins – e exagero em tudo: gula, preguiça, ganância, maldade, egoísmo, e isso vai longe!
Saúde – Não é o que Sempre Desejamos (aos outros e a Nós)?!
Infelizmente o retrato dessas gerações da era digital - bem como dos seus progenitores, não é boa. Pais estão cada vez mais omissos, acreditando que liberdade é “viva e deixe viver”.
Acham que enquanto os filhos estão “distraídos” com seus smartphones, tá tudo bem.
No fim, o que levam é uma “respostinha” torta, pois a criança aprendeu com o Google, e não com eles…
O mundo cibernético pode ser um auxiliador de muitas atividades, mas não deve ser nunca o mestre. Adultos devem tomar o controle, e controlar aqueles que devem educar.
Conscientização – O Passo pra Evoluir
Mesmo que você não tenha filhos ou contato com crianças, sugerimos que esteja antenado ao que está se passando no mundo web.
Sugerimos que visite o website do “Movimento Desconecta” – uma iniciativa brasileira que tem como slogan “A infância e a adolescência são muito curtas para serem vividas em um smartphone.“
Deixamos nesse Post nossa “chamada de atenção”. E paramos por aqui – porquê agora é mais imperioso observar, refletir e agir com discernimento, do que falar demais e fazer de menos.
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