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Cenário Cibernético 2026: Inteligência Artificial Impera

Cenário Cibernético 2026: Inteligência Artificial Impera

Ao final de 2025, após mais um ano repleto de incidentes, lá vamos nós fazer um resumo das ameaças previstas para 2026.


Nosso artigo é fruto de pesquisas em websites de reputação e credibilidade na área de Segurança Cibernética, tais como:


- Palo Alto Networks | CIS (Center for Internet Security) | CyberArk | CISO Advisor


Onde Estamos e Como Estaremos


O uso de Inteligência Artificial (IA) como tecnologia de assistência em automações nas corporações vem num crescente considerado lento.


Agora o momento é outro – o ambiente não é mais somente auxiliado por IA, mas a IA torna-se obrigatoriamente “nativa”.


Isto é, não é mais possível continuar tocando os negócios – muito menos iniciar uma nova empresa, sem ter a IA implementada desde o princípio.


Outra questão importante é como gerenciar, atualizar e continuamente monitorar a grande quantidade de ferramentas e aplicações no ambiente corporativo.


Não existe – nem existirá, uma solução única que sirva para tudo – e isso gera complexidade – já que a superfície de ataques aumenta, bem como surgem novos vetores.


“Agora, a superfície de ataque não é somente a rede ou uma aplicação; é a própria identidade.” – Palo Alto Networks

As Questões São QUANDO e COMO


Empresas e entidades não podem mais pensar nas ameaças como algo que um dia pode ocorrer. Essa postura de “se um dia formos atacados” é hoje retrógrada e fora do contexto.


Passou da hora de implementar a defesa agressiva e o contra-ataque com planos A, B e C. Porque é uma questão de “quando e como” as corporações sofrerão ataques.


Não é só o pessoal de TI, de Segurança Cibernética e da Informação ou o SOC que tem que se preparar para isso. Somos todos nós, enquanto usuários de serviços – em casa e no trabalho.


Para nós, a resposta para a questão do “quando” mudar, incrementar e se preparar é simples: AGORA. Amanhã já é tarde. Como? Conscientização e Ações Preventivas.


O “como” será o ataque, geralmente isso fica para o pós-ataque, nas mãos do pessoal da Inteligência de Ameaças. Mas, para nós, o ataque vem quando estamos despreparados.


Como fui cair nessa?…” É a pergunta comum. A resposta é: desinformação, desatenção, pressa, pressão emocional, negligência e todos os fatores que os engenheiros sociais sabem explorar.


Máquinas Agindo sem Intervenção Humana


É preciso entender que quase tudo hoje em dia - incluindo ferramentas, tecnologias e recursos de software, dependem de agentes autônomos, conhecidos como “machine entities” ou “machine identities”.


Estes agentes são programados para agir através de comandos, sem (ou quase sem) intervenção humana.


Essas entidades, usadas inclusive nos Centros de Operações de Segurança (SOCs), fazem parte da rede, são integradas ao funcionamento e às tarefas de uma empresa/organização.


Segundo Clarence Hinton, Oficial-Chefe de Estratégias da CyberArk:


“A corrida para incorporar a IA criou inadvertidamente um novo conjunto de riscos à segurança, centrados no acesso às entidades-máquina inseguras ou mal geridas. O acesso privilegiado dos agentes de IA representa um novo vetor de ameaças.”

Prós e Contras no Uso de Agentes Autonômos


É dito que existe um grande “gap” de profissionais na área de Segurança da Informação e Cibernética. Aqueles que trabalham nos SOCs são alvejados 24/7 com enxurradas de tickets.


A adoção generalizada de agentes de IA será um “multiplicador de forças” que os times de segurança estão tanto precisando – ajudando na triagem dos alertas e bloqueio de ameaças.


Mas isso representa tanto uma estratégia necessária, quanto um risco inerente. Porquê, de acordo com as predições da Palo Alto Networks:


“Apesar do agente autônomo ser um funcionário digital incansável, ele também é uma potencial “ameaça interna”. Um agente está sempre ligado, nunca dorme, nunca come – mas, se configurado inapropriadamente, a ele podem ser dadas as chaves do reino.”

Estatísticas e Dados Atuais


  • Hoje existem – mundialmente, 82 entidades-máquina (machine identities) para cada ser humano dentro das organizações

  • 42% das entidades-máquina têm privilégios de acesso – ou seja, conseguem obter/acessar dados que teoricamente não poderiam / deveriam ou precisariam utilizar

  • Quase 70% das organizações afirmam não possuir controles de segurança preparados para gerir o controle de acesso e a segurança de identidades



Principais Ameaças aos Agentes de IA e Ambientes Cloud


  • Injeção via Prompt (Prompt Injections)

  • Códigos Maliciosos

  • Mau Uso de Ferramentas (Tool Misuse)

  • Personificação de Identidade do Agente de IA (AI Agent Identity Impersonation)

  • Envenenamento de Dados (Data Poisoning)

  • Criação de Backdoors Invisíveis (Hidden Backdors)



Pontos de Alerta de Acordo com Especialistas


  • Ameaças internas podem vir de agentes IA, capazes de alterar ferramentas e escalar privilégios tão velozmente, desafiando a intervenção humana

  • A IA generativa está a ponto de atingir a perfeição, replicando em tempo real - o que torna quase impossível distinguir os deepfakes do que é real

  • Os agentes (entidades-máquina) introduzem uma vulnerabilidade crítica: Uma única entidade forjada pode acionar automaticamente uma sequência de ações

  • O alvo principal dos atores de ameaças não será mais os humanos. Eles atacarão primeiro os agentes

  • A IA generativa, que permite interações avançadas nos browsers, é uma nova ameaça – já que desde 2024 o tráfego aumentou 890%, fazendo dobrar o número de incidentes relacionados a segurança de dados

  • Serão frequentes as questões legais acerca da responsabilidade e governança nos eventos relacionados à agentes de IA quando problemas surgirem

  • Criação de malwares autônomos, capazes de causar total comprometimento de redes e sistemas em curtíssimo espaço de tempo

  • Com a IA generativa facilitando a vida dos cyber criminosos, o Crime Cibernético como Serviço (CyberCrime as a Service - CaaS) se intensificará



Como Preparar-se


  • A segurança defensiva não será suficiente para conter os ataques. Empresas devem treinar as equipes para proagir – de forma ofensiva

  • Os mecanismos responsáveis pela autenticação de usuários precisam ser urgentemente reavaliados, garantindo a segurança da identidade de usuários, máquinas e agentes de IA nas empresas

  • A segurança da Nuvem não é o único ponto a proteger. Tudo que roda em sua infra-estrutura (códigos, aplicações e softwares), especialmente aqueles gerenciados por agentes de IA, deve ser monitorado

  • A implementação do modelo Zero Trust deixará de ser somente uma boa prática, e passará a ser um requisito regulatório, usando frameworks como o do NIST

  • A salvaguarda de dados biométricos é de suma importância – as tecnologias avançadas serão capazes de “clonar” biometrias, e assim burlar sistemas de controles de acesso e de autenticação

  • É preciso revisar os métodos de criptografia usados, e atualizá-los o quanto antes – de forma padronizada, para a nova criptografia pós-quântica (PQC)


“Cyber Segurança é um processo contínuo e evolutivo, não uma tarefa que se faz somente uma vez.” – Valecia Stocchetti – Engenheira de CyberSegurança Sênior da CIS


Mensagem Final


Ou recado inicial! Precisamos deixar de nos enxergarmos apenas como usuários de serviços. Temos uma atuação que gera consequências. Tudo que fazemos tem um resultado.


Já que estamos conectados praticamente 24h na internet, vamos filtrar melhor aquilo que absorvermos – ingerir conhecimento e informação, ao invés de distrações e inutilidades.


“Resumindo, o futuro da CyberSegurança foca menos em erguer paredes, e mais em movimento, detecção, adaptação e confiabilidade.
Ao adentrarmos em 2026, não vamos apenas construir defesas, mas empresas resilientes e com segurança integrada, que prosperam ante as complexidades, ao invés de somente sobreviverem nelas.” – Chuck Brooks para a Forbes

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